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A relação entre o Copywriting e comunicação publicitária



Extremamente utilizada no ramo da redação publicitária, o Copywriting é uma das habilidades mais buscadas quando o assunto é marketing, uma vez que trata de falar o que é necessário, mas de forma objetiva e clara, buscando prender a atenção do leitor.


Essa técnica de escrita baseia-se na persuasão da leitura do texto. Esse formato textual necessita de muita atenção em relação à ortografia e não denso, mas sim leve quanto ao ritmo de leitura e a quantidade de informação disponível.


Como fazer um bom copywriting?



Esses métodos são:

1 – Reciprocidade

O princípio da reciprocidade diz que o consumidor se sentirá subconscientemente inclinado a dizer “sim” para quem previamente lhe deu algum “presente”, benefício ou favor.


Um exemplo: minha cidade, Belo Horizonte, é conhecida como a capital mundial dos bares. Aqui todo bairro tem pelo menos uma rua onde você pode facilmente encontrar os famosos “butecos” com mesas na calçada à disposição dos apreciadores de uma cerveja gelada.


É nessas regiões que acontece um comércio informal totalmente baseado no princípio da reciprocidade: os vendedores de amendoim.


Sabendo que o produto combina perfeitamente com a cerveja, os vendedores vão de mesa em mesa deixando uma pequena quantidade gratuita para degustação. Depois de alguns minutos, retornam com os pacotes de amendoim quentinhos para venda.


São os vendedores ambulantes de BH abusando – consciente ou inconscientemente – do gatilho número 1 de Cialdini.


2 – Compromisso e Consistência

O ser humano tem a necessidade subconsciente de ser consistente com os seus compromissos. Desejamos ser (ou parecer ser) coerentes com aquilo que já fizemos ou nos comprometemos.

“Uma vez que fazemos uma escolha ou uma afirmação, nos sentiremos pressionados de forma pessoal e interpessoal a agir de forma consistente com este compromisso” (tradução livre de Cialdini).

Para ilustrar este item, usarei o mesmo exemplo de Cialdini em seu livro: as indústrias de brinquedos infantil dos EUA na década de 80.


O pico de vendas da indústria de brinquedos, como não poderia deixar de ser, é o natal, com uma acentuada queda nos meses seguintes.


Para conter este decréscimo nas vendas pós-natal, os fabricantes desenvolveram uma estratégia de marketing baseada no princípio do Compromisso e Consistência: de forma planejada, alguns itens com grande procura tiveram suas entregas ao varejo propositalmente reduzidas antes do natal. Exatamente os itens que os pais prometeram aos filhos como presente do Papai Noel.


Ocorre que, na falta do brinquedo prometido, os pais foram levados a comprar outros presentes para os seus filhos. Mas isso não eliminou o fato de que eles estavam comprometidos com a consistência de suas promessas.


Então, quando os itens finalmente voltaram à disponibilidade no varejo algumas semanas após o natal, muitos daqueles pais voltaram às lojas para comprar o presente que haviam prometido aos seus filhos.


3 – “Liking”


É difícil traduzir fielmente o “liking”, mas se eu fosse fazê-lo, certamente usaria o termo “empatia”. O gatilho de “liking” consiste basicamente em criar identificação e afinidade entre sua marca e seus potenciais consumidores.


É este princípio que justifica os cachês milionários que as grandes marcas pagam a seus garotos-propaganda. Isso por si só demonstra o quão poderoso é este recurso.


Eventos como “Free Jazz Festival”, “Hollywood Rock” e “Festival Planeta Terra” também exploram ao máximo este gatilho, associando diretamente as marcas às bandas amadas pelo público. Este é o princípio que norteia também o pagamento de naming rights, muitas vezes milionários, como por exemplo o Citibank Hall, em São Paulo.


Mas existem outras formas mais viáveis de se explorar o “liking”, como por exemplo alinhar a marca com atributos valorizados pelo público-alvo.


Exemplos? Apoiar causas locais e posicionar a marca como “orgulhosamente originária” da região onde é produzida.


4 – Autoridade

Cialdini aponta que os seres humanos têm a natural tendência de obedecer sem questionar quando fatores de autoridades estão presentes. Ele fala sobre o conceito de “obediência cega” e o fato de que somos condicionados desde o nascimento para acreditar que obedecer a figuras de autoridade é certo e desobedece-las é errado.


Sob a ótica do marketing, este gatilho vale ouro e deve ser utilizado sempre que possível. Veja exemplos de como você pode aumentar suas vendas aplicando este princípio:


  • Mostre nas suas páginas prêmios obtidos pela sua marca ou produto e também menções na mídia;

  • Liste seus maiores e mais famosos clientes;

  • Utilize citações de profissionais reconhecidos no segmento chancelando sua marca ou produto;

5 – Prova social

As pessoas têm claramente a tendência de “olhar ao redor” entre seus pares em busca de referências sobre como devem agir. Isto reflete a necessidade humana de pertencimento, de fazer parte de um todo, o que nos faz sentir mais confortáveis nas nossas decisões.


Você pode e deve explorar isso nas suas páginas com foco no aumento das conversões. Exiba depoimentos positivos dos clientes, reviews dos produtos e até mesmo listas de mais vendidos são uma forma de demonstrar quais produtos são avalizados pelo público.


6 – Escassez

O gatilho da Escassez desperta no usuário o senso de urgência, que é uma das formas mais eficientes de desencadear o processo de compra.


Sempre que possível, desde que a afirmação seja verdadeira, deixe claro que o cliente pode perder a oportunidade de obter o produto ou serviço por haver pouca disponibilidade ou curto espaço de tempo para adquiri-lo.


O site Booking.com utiliza o gatilho de Escassez com perfeição, vale a pena dar uma navegada por ele com atenção especial a esse aspecto.


Fonte: https://www.supersonic.ag/blog/o-que-e-copywriting/